21 de julho de 2016

Cenário hídrico no Vale do Açu é preocupante

Hoje (21), em reunião promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piancó-Piranhas-Açu (CBH-PPA) e a Agência Nacional de Águas (ANA), foi definido o termo de alocação de água na barragem Armando Ribeiro Gonçalves e no rio Açu. 

A equipe técnica da ANA apresentou duas opções para o termo de alocação, durante o encontro realizado no campus da Uern-Assú.

Na primeira opção, continuar com a liberação de 4,2 metros cúbicos de água por segundo na comporta da barragem Armando Ribeiro Gonçalves. Nessa opção a previsão é que tenhamos água até junho de 2017.

Já na segunda opção, aumentar a liberação para 5 metros cúbicos de água por segundo, para evitar problemas na captação na jusante da barragem. Com essa opção a previsão é que tenhamos água até maio de 2017.

A plenária optou pela segunda alternativa.

Entretanto, nas duas opções, existe uma grande possibilidade que a água da barragem não seja liberada por gravidade a partir do mês de janeiro de 2017. Ou seja, será preciso adotar medidas alternativas para a captação da água da barragem.

Uma coisa ficou bem evidente durante a reunião: o cenário é bastante preocupante. Para se ter uma ideia do cenário hídrico atual basta comparar o volume acumulado da barragem Armando Ribeiro Gonçalves no mes de julho do ano passado com o de julho do ano atual. Em 20 de julho de 2015, a barragem acumulava 658,8 milhões de metros cúbicos. Já ontem (20), o volume era de 486 milhões de metros cúbicos.

Ou a população em geral se conscientiza da necessidade de racionalizar o uso da água ou o problema tenderá a se agravar. Existe uma estimativa que, caso haja falta d'água para os empreendimentos agrícolas, ocorra demissão de cerca de 25 mil trabalhadores.



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